terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SÁBADO INSOSSO

Um sábado insosso. Quando os dias são assim é bom fazer tudo de um modo diferente - creio. Outra ordem em tudo e com outros pensamentos. A cabeça em algum mundo, enquanto o corpo neste, a fazer algo. E ponderemos, não é nada muito diferente.
Um ignorar de espelhos, são esses dias assim. Pedras no sapato, esse arrastar do tempo em tédio. Não passa.
Péssimo dia para ficar na cozinha, dias assim comida fica sem gosto. Come-se qualquer bobagem e canta-se uma animada canção – mesmo não se lembrando bem da letra.  Em dias assim tudo se inventa.
Fuçar o computador com calma, mesmo tendo taquicardia. Descobrir novas janelas luminosas no mundinho virtual e buliçoso que erra pelo Universo. Abrir as gavetas da Internet!
Nada é tão secreto agora.  Os sete véus estão no chão.
Todo olhar deve se demorar na tela absoluta e leitosa de um computador, agora. Nada mais nos pertence.
Dias assim toda a chatice do mundo me quer para Judas - mas sou um palhaço com palavras coloridas.
Nesse imenso vazio de enfado, uma só perdição.
Sábado insosso. Há um grito parado no ar, mas acho que ninguém viu ou ouviu. Ninguém quer ser testemunha.

(SÁBADO INSOSSO) - Roberto Fernandes 




A Iemanjá de Rio Doce.

No limite Norte da cidade de Olinda, na foz de um rio que começa pequeno, na divisa com o município do Paulista, a escultura de Iemanjá.

                                                              FOTO: ROBERTO FERNANDES




                                                      FOTO: ROBERTO FERNANDES




A escultura segue a tradição da arte escultórica egípcia - as esculturas pintadas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário