Foto: "Pão" - Roberto Fernandes
O corpo insone pede paz e o consentimento do mundo.
O alento das doces lembranças para suportar o peso dos ossos.
Depuração: os olhos já não choram.
É hora de apagar a luz do quarto, separar-se do que foi inútil. A vida às vezes cansa.
terça-feira, 6 de março de 2018
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
"Os Relógios Nada Podem" - Roberto Fernandes
A maneira certa de dizer é assim. De um jeito sim. De um jeito são. De um jeito som.
Máquinas a maquinar. Suas maquinações. Haverá alguma, alhures, que me tire dores, ardores, fedores? Alguma que dê algum sentido ou um simples sentimento, mesmo que longe?
E não me venha falar de sua falta de ar. De sua falta de tempo ou qualquer outro lugar que não seja este momento.
Já faz tanto tempo. Já fez tanto vento. Não cabe mais lamento. Agora precisamos conversar. Versar. Ver do jeito que dá. Dessa vida e de toda arte, qual é a nossa parte?
A maneira certa de dizer é assim. De um jeito sim. De um jeito são. De um jeito som.
Máquinas a maquinar. Suas maquinações. Haverá alguma, alhures, que me tire dores, ardores, fedores? Alguma que dê algum sentido ou um simples sentimento, mesmo que longe?
E não me venha falar de sua falta de ar. De sua falta de tempo ou qualquer outro lugar que não seja este momento.
Já faz tanto tempo. Já fez tanto vento. Não cabe mais lamento. Agora precisamos conversar. Versar. Ver do jeito que dá. Dessa vida e de toda arte, qual é a nossa parte?
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