Foto: "Pão" - Roberto Fernandes
O corpo insone pede paz e o consentimento do mundo.
O alento das doces lembranças para suportar o peso dos ossos.
Depuração: os olhos já não choram.
É hora de apagar a luz do quarto, separar-se do que foi inútil. A vida às vezes cansa.
Lampião a laser
Roberto Fernandes
terça-feira, 6 de março de 2018
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
"Os Relógios Nada Podem" - Roberto Fernandes
A maneira certa de dizer é assim. De um jeito sim. De um jeito são. De um jeito som.
Máquinas a maquinar. Suas maquinações. Haverá alguma, alhures, que me tire dores, ardores, fedores? Alguma que dê algum sentido ou um simples sentimento, mesmo que longe?
E não me venha falar de sua falta de ar. De sua falta de tempo ou qualquer outro lugar que não seja este momento.
Já faz tanto tempo. Já fez tanto vento. Não cabe mais lamento. Agora precisamos conversar. Versar. Ver do jeito que dá. Dessa vida e de toda arte, qual é a nossa parte?
A maneira certa de dizer é assim. De um jeito sim. De um jeito são. De um jeito som.
Máquinas a maquinar. Suas maquinações. Haverá alguma, alhures, que me tire dores, ardores, fedores? Alguma que dê algum sentido ou um simples sentimento, mesmo que longe?
E não me venha falar de sua falta de ar. De sua falta de tempo ou qualquer outro lugar que não seja este momento.
Já faz tanto tempo. Já fez tanto vento. Não cabe mais lamento. Agora precisamos conversar. Versar. Ver do jeito que dá. Dessa vida e de toda arte, qual é a nossa parte?
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
SONHEMOS
Foto: "Linhas" -Roberto Fernandes
Sonham monstros em seus engenhos de arte. Sonham também os anjos, só que com alguma melancolia. Há quase um sol lá fora agora. E ainda é necessário sonhar. Vida divagar.
Sonham monstros em seus engenhos de arte. Sonham também os anjos, só que com alguma melancolia. Há quase um sol lá fora agora. E ainda é necessário sonhar. Vida divagar.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
TENHO PERFUME DE ROSAS.
"Jardim" - Foto: Roberto Fernandes
Fico sem rumo, sem horas certas. Nada preciso.
Nesse amor, sei de quase tudo.
E me agarro a esse tudo que penso existir.
Loucura ou candidez?
Com seu riso na memória as horas voam.
Será que é muito tarde?
Por que tudo está tão quieto?
Fico sem rumo, sem horas certas. Nada preciso.
Nesse amor, sei de quase tudo.
E me agarro a esse tudo que penso existir.
Loucura ou candidez?
Com seu riso na memória as horas voam.
Será que é muito tarde?
Por que tudo está tão quieto?
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
FLOR AFLORA
Foto: "Flora" - Roberto Fernandes
Aflora meus sentidos a flor.
Na tarde que o sol põe.
Sua pele sorri. Beijo seus dentes.
Um patinho nadando na lagoa pensativa do parque observa.
Reflexos de amor e tesão na água.
(R.F.)
Aflora meus sentidos a flor.
Na tarde que o sol põe.
Sua pele sorri. Beijo seus dentes.
Um patinho nadando na lagoa pensativa do parque observa.
Reflexos de amor e tesão na água.
(R.F.)
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
OLHAR DISTANTE
| Foto: "Tronco" - Roberto Fernandes |
SAUDADE DE MANGAS ROSAS, E TAMBÉM SAUDADE DE JABUTIS. A MÃO NA TERRA, O MUNDO DOS QUINTAIS. SAUDADE DE MIM NO ALTO DO TELHADO CUIDANDO DO MUNDO. ATOCHADO DE JAMELÕES E OBSERVADO POR FANTASMAS HORRENDOS DE TIMIDEZ. OS BARULHOS ENCOBERTOS DA CASA. SAUDADE DA CABEÇA DE VENTO E DO VENTO NA CABEÇA.
(R.F.)
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