Foto: Roberto Fernandes
Não se iluda com quantidades.
Não se esqueça da impermanência de tudo.
Seja bendito. Seja em silêncio.
Que se vá tudo, leve.
Não prenda nada, nadinha. Solte o sol...
Há os que se acham mais velozes, mas poucos sabem da paisagem do
caminho.
Há os que se acham mais belos, mas vivem batendo com a cabeça em
desencantos. E o tempo se alimenta do belo.
Há os que se acham melhores, mas nunca se misturam, e perecem
por não serem recicláveis.
Não precisa de sisudez. Sorria sem motivo...
Entre coisas inanimadas, sinta-se bem gente.
Não se iluda com os olhos. E nem tampouco com os olhares.
Sinta seu umbigo – é onde você deve estar.
Agora, aqui, num possível valor de tempo e espaço.
(Roberto Fernandes)