"Vibração" - técnica mista sobre tela - Roberto Fernandes
A realidade é feita de infindáveis paralelas
Nem tudo o que entendemos podemos traduzir
Por vezes, vemos coisas que outros não veem
Dentro de olhos
Diante de espelhos
É preciso correr em beiras de abismos muitas vezes
Em busca de alguma paz
Metade do mundo é puro sentimento
Esse tempo é pura invenção
Não há velocidade na luz
Tudo é passageira ilusão
O desvario e a sabedoria convivem sob o mesmo teto
há séculos
A dualidade é cega
A identidade, mutante
E quem pode apontar um louco na multidão?
Metade do mundo é mistério
E as notícias que compramos são cada vez mais
cruéis
Comer deveria ser simples
As fugas, racionais
Perguntas são imensos monumentos
Metade do mundo é perdição
(“Depois de quase tudo” – Roberto Fernandes)