sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

INFINDÁVEIS PARALELAS

                                                                        "Vibração" - técnica mista sobre tela - Roberto Fernandes










A realidade é feita de infindáveis paralelas
Nem tudo o que entendemos podemos traduzir
Por vezes, vemos coisas que outros não veem
Dentro de olhos
Diante de espelhos

É preciso correr em beiras de abismos muitas vezes
Em busca de alguma paz
Metade do mundo é puro sentimento

Esse tempo é pura invenção
Não há velocidade na luz
Tudo é passageira ilusão
O desvario e a sabedoria convivem sob o mesmo teto há séculos

A dualidade é cega
A identidade, mutante
E quem pode apontar um louco na multidão?


Metade do mundo é mistério
E as notícias que compramos são cada vez mais cruéis

Comer deveria ser simples
As fugas, racionais
Perguntas são imensos monumentos
Metade do mundo é perdição

(“Depois de quase tudo” – Roberto Fernandes)

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