terça-feira, 26 de junho de 2012

Me olhe com olhos livres

                                                                                             Foto: Roberto Fernandes



















Me olhe com olhos livres.
Sorria comigo na rua.
Não se assuste com os estrondos dos motores enquanto te falo uma história de amor.
Não vamos contar os passos.
Vamos em frente.


(Roberto Fernandes)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Amo como posso...

                                                                                                           "Diálogo Pictórico" - óleo sobre tela



















Eu amo como posso...
Falei tudo (nu da cabeça aos pés.)
Eu sei que a vida é boa, é boa...
Mas não é à toa.
E esse silêncio que me cerca às vezes me cega.

Noites mal dormidas e manhãs tão tardes - horas na frente do computador...
Como não, podia?

Espero você chegar, suspenso em horas.
Espero que coloques suas palavras... E se acenda a nossa fogueira, contando o tempo que passa.
Espero você dizer...
Como um pescador olhando para o mar. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Busca...

                                                                  "A mão que adentra" - Roberto Fernandes - grafite















Ainda busco os sonhos, por isso esse jeito engraçado.
Preciso das boas emoções – meu olhar de pedinte.
Acredito no poder de um riso, ai que saudade dela.
Ando curioso por esse mundo. Os passos são comigo pelo seu barulho divino.
Voltado para dentro compreendo o silêncio.
As fronteiras mais íntimas ainda são ignoradas, rabiscos de mapas...  Ainda cresço.
Mutante alegria e tristeza, até parece que a vida é eterna.
Minha surpresa é inteiramente humana.
Páginas e páginas se soltaram, amarelas de livros, ao longo do tempo.
Tudo ficou misturado.
As cenas da lembrança, como num filme, passam rápido.
Um mundo de fotografias governa todos os dias.
Nem todas as leis e nem todos os deuses fazem parte disso.
Resistência e sobrevivência (há a decomposição e há a ilusão, que atordoam, sempre...).
As alternativas estão sempre em meu outro lado – esse que desconheço. Que me conhece.
Ainda acredito, tenho esperança, e isso pode ser indizível diante de máquinas. Como dizer de respiração.

(“Buscas” – Roberto Fernandes)