quinta-feira, 1 de maio de 2014

DESCOISIFICA-SE

                                                                    "O NINHO" - FOTO: ROBERTO FERNANDES







Gosto de fim de mundo na boca.
A alma lírica apodrece?
Pesa no corpo algo que nunca dorme.
A respiração presa em um mundo descosido.

O sol arde lá fora.
As cores transgridem o inutilmente.
Nenhuma palavra é visível se não há sentimento.
Cindida, a aparência da vida.
A morte tudo descoisifica.



(“TUDO DESCOISIFICA” - Roberto Fernandes)