Lá dentro de mim, foi lá, sim.
Nesse infinito portátil que arrasto de lá para cá
no mundo.
Não me pergunte nada agora.
É tenro ainda. Macio, delicado, indefinido.
Pouco sei desse sentimento que me discorre.
Procurando o lugar certo e a luz perdida.
Minha vida e seus desenganos...
Seu endereço, meu lenço de papel sempre no bolso, o
sol e seu contrário.
O imaginário das pessoas.
E um eterno arranhão na lente dos óculos.
Meus amigos, meu amor.
Nunca fui de esconder carinho.
Sempre acreditei na sorte, e seguro firme no guidom
quando Deus pedala.
Deságuo no oceano isso que não sei e sinto.
Como um rio de risos e gestos diferentes.
Densamente, como se faz quando de amor perdido.
Sentir são os dois lados do caminho.
(“Foi dentro de mim” - Roberto Fernandes)