Meus ossos...
A letargia do mundo como uma perigosa muralha.
Minhas mãos que brotam.
Indiferentes aos perigos.
Descubro-me nos dias.
As noites, em meus músculos.
Carnes retesadas.
Meu tesão pela vida...
A impressão que tudo me causa muitas vezes calo. Não
sei se entendes o que se passa ao redor.
Posso ficar quieto e pequeno, mas nunca serei
poupado.
Abro minha boca e derramo minha solidão – outras
bocas também se abrem, então.
A saudade é um tormento e caminho por seus
corredores
Todas as teorias cabem num bolso...
Vejo essas frágeis casas, caiadas de um sol intenso
- inocentes alegrias...
A simplicidade dessa paisagem está lançada em
movimento.
Uso óculos escuros, por prazer.
Não sei a impressão que tudo isto lhe causaria...
Mas te quero mostrar essa nova poesia...
“O que eu diria...” – Roberto Fernandes