Detalhe do quadro "O ninho" - técnica mista sobre papel - Roberto Fernandes
Desenho o círculo do ser.
No centro minha guia, uma estrela.
Calculo coerências, olho em volta.
Sem venda, o olhar.
Pessoas são instáveis, qualquer pessoa.
Tenho sido vidente.
Quando falo não tenho a intenção de convencer.
É por mim mesmo.
Pessoas quase sempre são apenas o que imaginamos.
Ando sem pressa.
São desnecessárias as verdades que não suportam as
dúvidas.
Renovo, olho. Ovo.
Sementes são sonhos, sirva-se: mas apenas do que
sente.
Enorme leveza produzo com o pesar que me trazem.
Tenho sido vidente.
Se não for agora, quando será?
( “O círculo do ser” – Roberto Fernandes)