Muros solitários e paredes insensíveis suportam o
mundo.
O vazio que o percorre é o que se desata com o
esquecimento.
Sei que isso não se diz sempre.
Nem tampouco desse jeito.
E acrescento que este tempo parece que não passa.
Ironicamente, há algo de fixo no movimento dos
pêndulos.
Muros morrem.
Paredes são monstros e rupturas.
Mas, o vazio não abriga o meu silêncio.
Por isso, sou próximo.
(“Sou Proximo” – Roberto Fernandes)
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