"São Tião" - Roberto Fernandes
NÃO SOU VIDENTE
VEJO MUITO POUCO
MEUS OLHOS SÃO TORTOS
MAS SEMPRE ACREDITO
SIGO EM FRENTE.
SOU UM POUCO LOUCO
BASTANTE ASSOMBRAÇÃO
SINTO TESÃO POR POESIA:
PALAVRAS,PÃO, PORRADA.
ENTREGUEI MEUS SENTIDOS AOS ESPASMOS DO DIA
ARRISCO QUALQUER RABISCO
CORRO O RISCO.
MORREREI
TALVEZ TAQUICARDIA
MAS POR FAVOR NÃO CHORE
LÁGRIMAS DÃO AZIA.
(Roberto Fernandes)
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
sábado, 22 de novembro de 2014
APENAS UM LUGAR NENHUM
"Paralelas" - Acrílica sobre tela - Roberto Fernandes
A ESTAÇÃO DO METRÔ ERA SEMPRE UMA NASCENTE DE BARULHOS. AQUELE BURACO REFRIGERADO E CHEIO DE GENTE SEM ROSTO. ERA UM LUGAR DE PRESSAS E NENHUM SORRISO. ERA UM LUGAR DE TRANSIÇÃO.UM LUGAR NENHUM.
("Lugar Nenhum" - Roberto Fernandes)
A ESTAÇÃO DO METRÔ ERA SEMPRE UMA NASCENTE DE BARULHOS. AQUELE BURACO REFRIGERADO E CHEIO DE GENTE SEM ROSTO. ERA UM LUGAR DE PRESSAS E NENHUM SORRISO. ERA UM LUGAR DE TRANSIÇÃO.UM LUGAR NENHUM.
("Lugar Nenhum" - Roberto Fernandes)
sábado, 19 de julho de 2014
SUA LUA...
"A MENINA E A NOITE" - ÓLEO SOBRE EUCATEX
ATRAVESSANDO A RUA.
QUASE TUDO FELIZ.
O MAR MARCADO NA PELE.
SUA LUA.
NA PRAÇA, SEMPRE O VENTO ...
(“SUA LUA” – Roberto Fernandes)
quinta-feira, 26 de junho de 2014
SOMBRAS...
"Lembrando Mary" - Roberto Fernandes
Sombras nas paredes.
Convívio efêmero. Poente.
O corpo resumido - sem dores ou remorsos.
Na velha poltrona vermelha.
Traduzindo, transitório.
O que há de invasivo na tarde, o que sempre escapa
aos olhos...
(R.F.)
quinta-feira, 1 de maio de 2014
DESCOISIFICA-SE
"O NINHO" - FOTO: ROBERTO FERNANDES
Gosto de fim de mundo na boca.
A alma lírica apodrece?
Pesa no corpo algo que nunca dorme.
A respiração presa em um mundo descosido.
O sol arde lá fora.
As cores transgridem o inutilmente.
Nenhuma palavra é visível se não há sentimento.
Cindida, a aparência da vida.
A morte tudo descoisifica.
(“TUDO DESCOISIFICA” - Roberto Fernandes)
sábado, 12 de abril de 2014
TODA COR VIVE NO HORIZONTE...
"PEIXE-COR" - FOTO: ROBERTO FERNANDES
No meio do caminho tinha o mar.
Metais no meio do corpo.
Na metade de tudo da vida.
No fim, a morte.
Em que lugar para sempre?
Como quisera.
(Roberto Fernandes)
sábado, 29 de março de 2014
A NOITE PASSARÁ
"LUZ AZUL" (FOTO: ROBERTO FERNANDES)
A noite passará solitariamente.
Sorridente como uma foto para facebook.
Deixará dúvidas rutilantes.
Pensamentos fragmentados.
Pedidos que nunca foram feitos.
Com o dia nascido, desarrumado, voltará a crença de
que tudo está em seu devido lugar.
Desperto.
Mesmo que olheiras e algumas reflexões marquem a
tristeza quietamente no rosto.
(“Passará” – Roberto Fernandes).
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
SOMOS
"Raízes" - Foto: Roberto Fernandes
A
era de rios fétidos e químicos.
A
era de celas tecnológicas - tormentosas celas.
Tudo
nela se escreve e lê.
Tudo
exposto em carne e pensamento. Total fotografia.
Todo
desejo de tempo.
As
horas antigamente cantavam. Não se perdiam.
Não
eram roubadas.
Sabiam
o que eram formigas, ruas, hortelã ou uvas passas...
Horas
ardiam, até.
Nessa
ciranda de solitários e aflitos.
Sobre
o teclado do imperecível, a algoz educação.
Estendo
corpos: pletora.
Nada
comunica. Se embrenha.
Essa
necessidade de muitos. Soltura.
(“TRIPTAK”
– ROBERTO FERNANDES)
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
TUDO FICA GRAVADO EM ALGUM LUGAR...
"Mirante" - Foto: Roberto Fernandes
O espelho do olho, tela de computador.
O aceno de
palavras.
As seduções e
os lamentos.
Os
quebrantos. Um raio.
Casual metamorfose.
A voracidade
do que é vazio.
Olho sem
água. Intenções ocultas.
Cansaço.
Momento mítico: tudo fica gravado em algum lugar que
denuncia...
(“Tudo fica gravado” – Roberto Fernandes)
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