quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

"CARANGUEJO" (ACRÍLICA SOBRE CARTÃO)

                                                              FOTO: ROBERTO FERNANDES 








POR ENQUANTO



Enquanto naves costuram o espaço sideral,
enquanto palavras entopem as narinas dos doutores
e a ciência se confunde entre a poça e o oceano,
chamando urubu de meu louro,
eu fico quietinho,
no escurinho lavanda do banheiro,
acariciando tempestades.
Enquanto mais uma bomba mata,
enquanto milhões entram na lata,
falo com meus derradeiros trovões.
Juro.
Alumio como posso, e como não posso, esse troço, essa troça, essa vida.
(Roberto Fernandes)

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