Meu rosto roto pelo tempo
Avesso de um oposto a mim imposto
Do que havia e não havia
Em tudo ignorado
Meu rosto
Via as distâncias que me levavam
Por linhas não desenhadas
Meu riso frouxo e largo eu seguia
Um olhar emotivo sempre foi a sua bandeira definível
de rosto
Em flor de pele refiz o caminho
Tudo me enternece agora
Choro com muita facilidade – nada tenho para esconder
Aprendi a dureza dos muros
Com os saltos e pulos convivo
Em meus buracos lunares guardo lembranças distantes
São os meus abrigos nesse rosto que me sobra
Os sorrisos de amigos se parecem com uma rua
Sou de uma lua crescente, caminho sem medos
Minha voz sem cordas e rouca
Amiga de canções
Ainda fala de amor
Minha voz quer ser meu rosto agora – pode? -, como
se fosse a voz de um louco...
(Com um amor de dantes - Roberto Fernandes)
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