Engulo o espelho e me calo.
Tenho as dores dos que não sabem falar.
(Um céu que me abriga vai me povoando)
Não sei aonde ir com essa noite.
Num ermo, olho para os lados.
Havia um tempo em que oferecia a outra face. Era em
um mundo de mentiras.
Fazia amor por entre fendas de arquitetura moderna –
perdendo a ternura em cada gozo, entre os prédios inescrutáveis.
Aprendi a acomodar lágrimas pelo chão do quarto,
entre outras tantas coisas.
Já morri de meu próprio medo, mas, agora, quem pode
me matar?
(Um inverno – Roberto Fernandes)
forte, triste, uma beleza...
ResponderExcluir