terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Pessoas passam, passo...

Pessoas passam pela rua, vagam num planeta passageiro.
Olhares discretos, educados, parciais. Sobreviventes.
Um segredo entre mil: todos calados nas calçadas.

Digo coisas mentalmente entre passos ligeiros. Toco, com as palavras silenciadas, as pessoas.
E com os olhos não digo mais. Nada mais, exatamente. Há dúvidas por todo lado.

Nem mais nem menos, me arrisco ultimamente. Nem um tico que seja...
A sete chaves me resguardo dentro de um tempo que disponho. Mas, indizível, qualquer coisa sobre esse passar de anos.
Secreto. Oculto. Sagrado. Devoto da inocência, é como me sinto diante de toda escassez.
Expulso do paraíso por mera distração...
(Roberto Fernandes).

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