A cidade grande ganha mais um tiro, mais um grito, mais um corpo com todos os compromissos adiados.
A cidade grande despeja comprimidos e vomita sobre calendários. Marca as datas e pede as contas em dia. Pede os dias em que nada se ganha. Pede cabeças. Perde o controle.
Feroz, fere o céu com orações em vão. Vira montanha russa e brinca com os deuses insatisfeitos. Joga as cartas, o caos, aposta alto.
A cidade grande ganha a rua e se perde dentro de mim, do outro lado da janela. A cidade grande não tem remédio.
(Cidade Grande)
Nenhum comentário:
Postar um comentário