Tenho uma tarde nublada desaparecendo entre os
ponteiros do relógio. E escrevo coisas que possam virar poesia de uma hora para
outra.
A tarde que tenho é encantada por uma chuva. No chão sonoro repouso os olhos cansados.
Um guarda chuva vermelho vai por lugares
desconhecidos. Isso me parece poético e
real.
Enquanto se move o mundo, se essa chuva pudesse me
levar...
Existem coisas nas quais nunca se deveria colocar
nomes.
Exposto, desfeito, tenho o sentimento de virar
poesia no final.
(“Que possa virar poesia” - Roberto Fernandes)
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