Dias em que os relógios nada podem. Dias cheios de
cafeína. Prematuros, quando a luz é ainda ausência sobre o dicionário.
Dias que parecem infinitos – pela possibilidade de
serem escritos.
Em dias assim passa em algum lugar uma fila de
insones... Para onde vão?
Aonde vamos?
(O olhar solitário solta-se no vazio, como a caçar
símbolos que deixem palavras como vestígios, como de costume. Um vício sem
respostas).
O vazio nunca revela nada, é esse o pacto com o
inventivo. O princípio do sábio. No vazio por onde a vida anda, esse vazio da
gente vai...
(“Dias em que os relógios nada podem” – Roberto
Fernandes)
Nenhum comentário:
Postar um comentário