sábado, 20 de julho de 2013

EM DIAS ASSIM...

                                                             "Relógios Nada Podem" - Foto: Roberto Fernandes








Dias em que os relógios nada podem. Dias cheios de cafeína. Prematuros, quando a luz é ainda ausência sobre o dicionário.
Dias que parecem infinitos – pela possibilidade de serem escritos.
Em dias assim passa em algum lugar uma fila de insones... Para onde vão?
Aonde vamos?
(O olhar solitário solta-se no vazio, como a caçar símbolos que deixem palavras como vestígios, como de costume. Um vício sem respostas).
O vazio nunca revela nada, é esse o pacto com o inventivo. O princípio do sábio. No vazio por onde a vida anda, esse vazio da gente vai...


(“Dias em que os relógios nada podem” – Roberto Fernandes)



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