A água fria mexendo com os pensamentos confusos.
Sobre a pele curtida de sol, o sabonete capitalista deixando
alma de flores.
A cabeça fervendo debaixo do xampu.
O coração morno.
O mundo cada vez mais extraordinário.
Textos budistas em doses analgésicas.
Tudo está na respiração. O mérito do aqui e do agora.
Plantação de confiança na fé que resta.
O fazer não-fazendo.
A vida é um gigolô de sorrisos muitas vezes.
Morro todos os dias para depois ressuscitar.
( “Morro todos os dias” - Roberto Fernandes)
Boa literatura! Genial!
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