Minha casa guarda segredos de muitas vidas que lá
viveram.
Pelos cantos deixaram suas lembranças: um risco na
parede, uma mancha na pintura branca, objetos ínfimos sem nenhuma utilidade,
sonhos desembrulhados.
Minha casa respira ofegante, me fala de uma vida
inteira e muitas outras metades.
A tudo dou ouvidos, a tudo dou o meu nome.
Mas, o que procuro, não acho nela. Um silêncio, um
amor, uma quimera.
Escrevo poemas, então, como quem esquece ou tenta.
Faço mapas de um encontro. Ouço risadas vindas das
janelas...
(“Casa” – Roberto Fernandes)
adoro essa.
ResponderExcluirjá conhecia, de onde?
beijo