Ela se levantou... Depois de muito tempo, sem nunca ter
relógios...
Seu olhar esbravejando contra o mundo – tinha também
lágrimas de sentimentos intensos.
Seu sorriso luminoso em órbitas cheias de visões...
Seus olhos indescritíveis.
Em frente ao espelho.
Eu a fitando, absorto - agitando asas...
(Se escondeu com sua dor. Quem não faria isso?)
Seus olhos turvos de dúvidas, como em dias de óculos
escuros - talvez se lembrasse disso.
Seus olhares, como mares. Mais misterioso ainda. Eu me
perdendo neles...
Um desconhecido - ali no quarto cheio de livros.
Ela rondando o quarto agora... Espreitas e explicações... (várias pontes sendo criadas sobre o rio,
paralelas ao mar.)
No espelho, escrito em letras vermelhas: “Acredito”.
Com aquele batom novo e marcante.
(Roberto Fernandes)
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