Meus olhares como prosa com as pessoas.
Tudo passa. O segredo é somente esse.
Só o necessário eu digo - quando falo demais beiro a loucura.
Sou mais um passante, passarinho das coisas que faço.
Me atenho ao caminho. O que farei jamais sei.
Arquiteto sonhos entre pontes.
Entre dentes digo: Banquei a barra de ser vento...
Metáforas de mim mesmo, eu bordei em mim mesmo.
Inumeráveis derrotas e vitórias. Tudo pelo valor do um – do único.
Li escrito no chão de uma calçada que o zero é leve.
Despossuído do mundo pelo conhecimento do mundo.
Desfeito lentamente em páginas e páginas de livros antigos.
Sigo avante, agora, com a parte de mim que pouco conheço - mas enuncio – e com a qual adentro mansamente o avançar das horas.
(Um brinde ao tempo - Roberto Fernandes)
"Almarinha" - escultura em pedra calcárea
Foto: Claudia Dias
"Caranguejo" - escultura em pedra calcárea
Foto: Roberto Fernandes
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